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domingo, 24 de março de 2013

DINHEIRO: UMA DÁDIVA DIVINA - II



“Eu digo que devem ser ricos, e que o vosso dever é enriquecerem. Quantos dos meus devotos irmãos me dizem, «Tu, um padre cristão, passas o teu tempo de um lado para o outro do país a aconselhar as pessoas a enriquecerem, a ganharem dinheiro?» Sim, claro que sim.

Eles dizem, «Isso não é horrível! Porque não pregas o Evangelho em vez de pregares acerca do homem ganhar dinheiro?» Porque ganhar dinheiro honestamente é pregar o Evangelho. É esse o motivo. Os homens que enriquecem podem ser os homens mais honestos que encontres na tua comunidade.

«Oh», mas diz um jovem aqui esta noite, «toda a vida me disseram que se uma pessoa tem dinheiro é muito desonesta e desonrada e má e desprezível.» Meu amigo, é por esse motivo que não tens nenhum, porque tens essa ideia das pessoas. A fundação da tua fé é inteiramente falsa. Deixa-me dizer-te claramente… noventa e oito em cada cem homens ricos (e mulheres) da América são honestos. É por isso que são ricos. É por isso que confiam neles em relação ao dinheiro. É por isso que conseguem levar erguer grandes empresas e encontrar muitas pessoas que trabalhem com eles.

Diz outro jovem, «por vezes ouço falar de homens que ganham milhões de dólares desonestamente». Sim, claro que sim, também eu. Mas na verdade são tão raros que os jornais falam deles constantemente como notícia até teres a ideia de que todos os outros homens ricos enriqueceram desonestamente.

Meu amigo, tu… leva-me… aos subúrbios de Filadélfia e apresenta-me a pessoas que têm as suas próprias casas em torno desta grandiosa cidade, casas tão bonitas com jardins e flores, aquelas casas majestosas, e eu apresento-te às melhores pessoas em termos de carácter bem como de empreendedorismo da nossa cidade… Aqueles que são donos das suas casas são mais honráveis e honestos e puros, e verdadeiros e económicos e cuidadosos, pelo facto de serem proprietários delas.

Nós pregamos contra a cobiça… no púlpito… e usamos os termos… «lucro sujo» de um modo tão extremo que os Cristãos ficam com a ideia de que… é maléfico para qualquer homem ter dinheiro. O dinheiro é poder, e devem ser razoavelmente ambiciosos para o terem! Devem porque podem fazer o bem com ele, mais do que sem ele. O dinheiro imprimiu as nossas Bíblias, o dinheiro constrói as nossas igrejas, o dinheiro envia os nossos missionários, e o dinheiro paga os nossos padres… digo pois que devem ter dinheiro. Se conseguirem enriquecer honestamente… é o vosso… dever divino fazê-lo. É um erro terrível das pessoas devotas pensarem que devem ser terrivelmente pobres para serem devotos.”
In “Acres of Diamonds”
CONWELL, Russel H.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

DINHEIRO: UMA DÁDIVA DIVINA - I



Duas a três vezes por ano, recebo uma carta com um desenho, uma foto e notícias de um menino cor de chocolate, de olhar tímido e roupas garridas. O Gomes Avelino é um moçambicano de 8 anos que tenho o prazer de apadrinhar, através do programa de apadrinhamento à distância da associação Helpo. Ao ler a carta do animador social sou levada a uma outra realidade bem diferente da minha: ali, naquela terra de sol, a Helpo tem construído escolas para que os meninos deixem de ter aulas debaixo dos cajueiros e das mangueiras, onde escrevem sobre os joelhos; tem providenciado um lanche composto por um pão e um copo de sumo, uma vez por semana, mas que é o suficiente para motivar os pequenos a ir à escola; tem construído um reservatório de água onde esta escasseia e tem plantado árvores para haver alguma sombra. Sei que o meu pequeno Gomes tem um brinquedo de pau em forma de carro e uma bola de plástico, é brincalhão e divertido e não falta à escola (que orgulho!). Tem quatro irmãos, os pais sustentam a família através do cultivo de machamba e vivem numa casa feita de materiais locais, sem saneamento básico nem eletricidade. Por 13€ mensais dou a oportunidade a esta criança para estudar e aprender.

Para que servirá o dinheiro se não for para ajudar alguém a ser feliz? Quem olhar para o dinheiro, encarando-o como uma dádiva divina, seguramente que fará melhor uso dele. Esta energia abre as portas para que possamos viver dignamente, com o que é realmente necessário, dando-nos acesso a experiências que de outra forma seria mais difícil acedermos. O dinheiro é realmente uma bênção!

Dinheiro fácil e de gasto fácil produz karma, pois há um desequilíbrio energético. Tal como a água que vem, rega a planta e segue o seu caminho, assim deveria ser usado o dinheiro: vem, dá-nos o que é realmente necessário e segue o seu percurso energético. Em todas as fases, ele deveria ser abençoado. Sem apego, não há dor nem sofrimento. Há que fazer com que ele continue o seu percurso, crendo antemão que ele retornará a nós em tanta quantidade quanto as enormes dádivas por nós produzidas através dele. E que melhor investimento há do que proporcionar uma vida melhor a um ser, que tal como nós, só quer ter a oportunidade de ser ainda mais feliz?